Raimundo Miguel: o picolezeiro “filho” do Tancredo Neves

É bom ouvir histórias. Dar voz aos que vivem no anonimato é gesto humano. Pessoas que esbarramos nas ruas, quase que diariamente, não sabemos seus nomes, onde moram ou como vivem. O importante é que são pessoas felizes com o pouco que elas possuem.

A grande maioria dessas pessoas é honrada. São honestas e não vivem melhor porque tiveram poucas oportunidades. Pessoas que trabalham sol a sol para cumprir com suas responsabilidades.

Sem muitas delongas, vamos contar um pouco da história de vida do Raimundo Miguel da Silva Batista, 54, que na trabalha na venda de picolés há 40 anos. Os amigos o chamam de Tancredinho.

Encontramos o Tancredinho na manhã desta sexta-feira (18) na batalha.

Meus amigos dizem que sou filho do Tancredo Neves, aquele presidente do Brasil que faleceu em 1985 (Risos).

Raimundo Miguel diz que vende picolé desde os 8 anos de idade. Ele conta que a fase mais ruim de vender o produto é neste tempo de pandemia. Jamais o tacredinho havia vivenciado uma fase tão ruim.

– Nesse período de corona o dinheiro sumiu, assim como as pessoas. Agora que está melhorando de novo. Outro lado ruim é por que não tem aula nas escolas. Os estudantes compram muito picolé e sonho. Agora tenho que andar todos os bairros e às vezes não vendo tudo, disse.

Rapaz solteiro como ele mesmo fala, Raimundo Miguel, pensa em casar e formar uma família. Ele disse que namora uma moça há 1 ano e, por várias vezes, a convidou para morar com ele, mas ela não quer sair da casa dos pais.

– Seu menino, não sei porque ela não quer morar comigo. Já fiz de tudo. Quero levar ela pra casa da minha irmã, mas ela não quer ir. Eu disse pra ela que ajudo a criar a filha que ela tem. Como diz o ditado popular: quem quer a vaca  leva também o bezerro (risos).

Raimundo Miguel diz também que trabalha pra comprar uma casa.  Ele diz que vai conseguir. Ele faz aposta na mega sena e pretende ajudar a família e dar um tempo na venda depicolés quando for milionário.

– A vida é dura demais. A gente que é pobre (financeiramente) rala demais pra ter às coisas. Eu trabalho todos os dias. Saiu por aí enfrentando dificuldades, mas no final do dia tenho meu dinheirinho, concluiu.

Contamos um pouco a história do Raimundo Miguel (Tancredinho). Boa sorte pra ele em formar uma família, principalmente com a moça que ele a ama. Ganhar na Mega Sena já é outra situação, mas a sorte é para todos.

Blog Ilha Tupinambarana

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