Opinião: desobediência ao toque de recolher e desafio ao coronavírus

Essa gente cética quer ser imortal, só pode. Em vários pontos da cidade de Parintins, nem parecia que a partir das 15h, deste domingo, 10 de janeiro, começaria a vigorá o novo horário do toque de recolher.

Se fosse nomear todas as irregularidades observadas desperdiçaria muito tempo, mas, posso mencionar algumas: gente nas estradas dirigindo, crianças correndo na rua, bares funcionando, jogo de futebol em campo improvisado e etc.

Isso se chama irresponsabilidade. Essas mesmas pessoas que, hoje, desobedecem o toque de recolher e desafiam o coronavírus, amanhã, são as mesmas que estarão falando mal da administração pública.

A maioria quando critica, em rede social, menciona logo o nome do prefeito, quer UTI, quer cesta básica da Assistência Social, exige auxílio em dinheiro do governo e lista uma série de outras coisas que o prefeito deveria fazer.

Queridos, estamos vivendo um tempo de dificuldades. Por favor, obedeça. Se você estar gozando de boa saúde aproveite para ficar em casa, perto dos seus pais, ignore convites de rua durante o toque de recolher. Aconselhe os mais novos e dê exemplos.

Se você ainda não teve um ente querido vítima do coronavírus dobre os joelhos e levante aos mãos  para o céu. A cultura da morte, amigos, é muito dolorosa. Com esse vírus, não se pode nem chorar em cima do caixão.

Então, por favor, valorize a vida. Ame seus pais, filhos, esposas. Fiquem em casa. O município tem gastos altíssimos com essas fiscalizações. Tudo gera custo, entretanto, há pessoas que não se dão conta.

Venho aqui como jornalista e formador de opinião, reforçar o que as autoridades da saúde recomendam: fique em casa. Não desobedeçam o toque de recolher, não aglomere, ame a vida e a do próximo. Valorize o teto que seus pais construíram.

Esse vírus, meus amigos, não escolhe idade, cor, cristãos ou não; todos nós somos vulneráveis (inclusive até quem já teve o Covid-19), por isso, obedeçam para que amanhã você não faça parte das estatísticas.

Por Aroldo Bruce

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