“Em época de pandemia é necessário esforço humano com poder divino”, diz vendedor de flal

Raimundo Nonato Pereira da Silva / Foto: Aroldo Bruce

Parintins tem um ‘chama’ para filhos de outras terras fincarem residência. Pessoas que vieram a passeio ou seduzidas pelo festival folclórico e não saíram mais daqui. Muitas são conhecidas, com cargos importantes na cidade e outras que estão no anonimato.

A história do vendedor de flal, Raimundo Nonato Pereira da Silva (47), ou simplesmente Raimundo Baiano que mora em Parintins há cerca de oito anos. Ele veio da Bahia, depois de passar por Macapá, Manaus e Nhamundá.

Raimundo Baiano, veio para o norte do país em 1998 na companhia de um amigo direto para Macapá. Por lá ficou um bom tempo, mas queria mesmo conhecer o Amazonas. Quando o amigo retornou para o nordeste, Raimundo Baiano, realizou o sonho.

O então vendedor de livros foi parar na cidade de Nhamundá, onde conheceu a esposa. Depois de um tempo se apaixonou por Parintins, regressou para a Bahia, mas retornou imediatamente. Raimundo Baiano, não troca Parintins pela cidade natal.

– Aqui mesmo não tendo indústria é uma cidade boa de viver. Não saio daqui por nada. Trabalho na venda de flal e consigo viver dignamente com a minha esposa e a minha filha. As pessoas já me conhecem e gostam do meu flal – disse Raimundo Baiano.

Encontramos Raimundo Baiano no centro da cidade, nesta segunda-feira, 08, na Avenida Nações Unidas. O ‘Flal Gigante’ feito com água purificada; simples, saudável e saboroso agradou os clientes. Vende bem e fatura com a venda do produto que custa 1 real.

Em época de pandemia, o então vendedor de livros nos presentou com uma bela filosofia ao ser indagado sobre a palavra motivação, ou seja, as pessoas saírem do comodismo, mesmo em época de pandemia, para driblarem a crise financeira.

Raimundo Baiano, disse o seguinte: “esforço humano com o poder divino”, isso significa que quando a pessoa acredita em si mesma, se esforça Deus abençoa. “Se ficarmos parados não se consegue absolutamente nada”, concluiu.

Raimundo Baiano, utiliza um triciclo onde transporta uma caixa de fibra cheia de flal. Seus pontos de venda são: Avenida Paraíba, Nações Unidas, Cordovil, João Melo e Avenida Amazonas. “Com a pandemia, tive que adequar o melhor horário de venda”, completou.

O ex-vendedor de livros, optou pela venda de flal a pouco tempo. Todos os dias a partir das 12 horas, ele sai de casa para vender flal. O produto tem grande aceitação popular e até antes do toque de recolher, 15horas, ele está com 180 reais no bolso.

Contamos aqui um trecho da história de vida do senhor Raimundo Baiano, que veio de uma realidade diferente e se adequou na nossa. A frase que mencionou, certamente, não deixa de ser motivadora.

Blog Ilha Tupinambarana

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