Câmara de Parintins discute o fechamento do Hospital Padre Colombo e os impactos à população

Nesta quinta-feira, 07 de outubro, a Câmara Municipal de Parintins promoveu Audiência Pública com a finalidade de discutir sobre o fechamento do Hospital Padre Colombo e os impactos para a população parintinense. Ao comando do Presidente da Câmara Mateus Assayag (PL), o debate contou com a presença de Vereadores, Prefeito Municipal, Direção do Hospital, Defensoria Pública, Ministério Público, Conselho Municipal de Saúde, Secretários Municipais e Estaduais, autoridades civis e população em geral.

A mesa de trabalho foi composta também pelo Prefeito de Parintins Bi Garcia (DEM); Bispo da Diocese de Parintins, Dom Giuliano Frigenni; Secretário Municipal de Saúde, Clerton Florêncio; Dra. Lívia Azevedo de Carvalho, Defensora Pública; Marcelo Biratães, Promotor de Justiça; Padre Mauro Romanello, Procurador-Geral do Hospital Pe. Colombo e José Augusto Ferreira, representante do Conselho Municipal de Saúde.

Participaram com acesso remoto o Secretário Executivo Adjunto de Atenção Especializada ao Interior da Secretaria de Estado de Saúde, Cássio Roberto Espírito Santo, e Jani Kenta Iwata, Secretário Executivo de Assistência da Capital, da SES-AM. Os Vereadores Afonso Caburi (DEM), Alex Garcia (PSD), Babá Tupinambá (PDT), Brena Dianná (PSD), Cabo Linhares (PSL), Flávio Farias (PSC), Márcia Baranda (MDB), Massilon Cursino (Republicanos), Naldo Lima (Solidariedade) e Vanessa Gonçalves (PP) também participaram do debate.

O Vereador Massilon Cursino (Republicanos), autor da propositura, destacou a importância da união e do diálogo para o desfecho conciliatório e resolutivo do assunto. “O povo de Parintins merece ouvir o entendimento claro e respeitoso dentro dos limites legais”, comentou.

Dom Giuliano Frigenni enalteceu a necessidade de reestruturação e reforma imediata do Hospital para melhor atender a população. “Como Bispo responsável da Diocese de Parintins, declaro à toda a população minha indignação pela injustiça que, através da imprensa e redes sociais, está acontecendo esses dias contra o Hospital Pe. Colombo, mas sobretudo contra a igreja envolvida nesta batalha”, declarou.

O Procurador-Geral do Hospital Pe. Colombo, Padre Mauro Romanello, classificou de notícias equivocadas as informações divulgadas nos últimos dias sobre o fechamento do HPC e dirigiu seu discurso para esclarecer algumas questões. Apresentou slides com as práticas administrativas executadas e metas alcançadas pela gestão, bem como documentos que informavam com antecedência ao Município e Estado sobre o fechamento da unidade hospitalar pela falta de cobertura contratual. Segundo o Padre Mauro, os trabalhos no Hospital estão esgotados e a ausência de respostas gerou essa situação extrema.

O representante do Conselho Municipal de Saúde, José Augusto Ferreira, frisou que o colegiado quer participar ativamente de todo debate e discussões, quer fazer parte do processo de fortalecimento do sistema de saúde do município.

O Secretário Municipal de Saúde, Clerton Florêncio, classificou como inegável a importância do Hospital Padre Colombo ao povo de Parintins e destacou que o Prefeito Bi Garcia é um dos maiores defensores da bandeira da saúde e do funcionamento dessa unidade hospitalar. Para Clerton, uma audiência não seria necessária. “Essa problemática poderia ser resolvida de forma administrativa”, disse.

A Defensora Pública Dra. Lívia Azevedo de Carvalho defendeu a prestação da justiça integral às pessoas necessitadas, desde o parto humanizado aos atendimentos de saúde. Ela evidenciou o cumprimento dos direitos fundamentais de crianças e adolescentes, os quais devem ter prioridade absoluta.

O Promotor de Justiça Marcelo Biratães indicou à Câmara instaurar CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) para investigar adequadamente a questão do Hospital Padre Colombo, pois trata-se de um assunto de responsabilidade de todos. Marcelo Biratães também afirmou que compete ao Estado intervir e exercer a sua função constitucional e retomar e reorganizar a estrutura do sistema de saúde na cidade de Parintins.

O Secretário Executivo Adjunto de Atenção Especializada ao Interior da Secretaria de Estado de Saúde, Cássio Roberto Espírito Santo, sugeriu que os recursos humanos, insumos e equipamentos sejam direcionados a outra unidade hospitalar, no caso ao Hospital Jofre Cohen, para que nenhum cidadão fique sem atendimento médico. “Depois da reestruturação e reorganização do HPC, nós temos sim interesse de traçar novas metas e convênios com esta unidade”, ressaltou o Secretário.

O Prefeito de Parintins Bi Garcia foi enfático ao afirmar ser ato precipitado se fechar um Hospital que não cumpriu as suas metas e tem saldo a pagar com atendimentos à população parintinense. “Eu não atrasei nenhum dia e nós não devemos nada, nenhum centavo, ao Hospital Padre Colombo. Com todo respeito à Diocese, é lamentável e desumano o comportamento do Padre Mauro na gestão do HPC”, afirmou Garcia ao destacar que a bandeira de sua administração é cuidar bem das pessoas e que ninguém ficará sem atendimento médico em Parintins.

O Presidente da Câmara Mateus Assayag ressaltou sua preocupação com a prestação de um serviço público de saúde de qualidade e eficiente aos parintinenses, por compreender a importância desse sistema à população da zona urbana e rural. Assayag registrou que nenhum cidadão de Parintins deixará de ser atendido no Jofre Cohen, principalmente gestantes e crianças.

Texto: Mayara Carneiro – Assessoria de Imprensa da CMP / Fotos: Simone Brandão

você pode gostar também